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Relação entre o consumo alimentar e o estado nutricional de adolescentes de uma escola pública da cidade de Limoeiro do Norte – Ceará
Última alteração: 2012-07-18
Resumo
A transição alimentar ocorrida no Brasil provocou mudanças no perfil alimentar da população em geral. Na adolescência, a adoção de uma alimentação densamente energética e pobre em fibras pode levar ao acúmulo excessivo de peso. Este trabalho teve como objetivo analisar o estado nutricional e o consumo alimentar de 73 adolescentes de uma escola municipal da cidade de Limoeiro do Norte – CE. Os adolescentes tinham entre 11 e 15 anos de idade. Para tanto, foram coletados peso corporal, estatura e circunferência abdominal, além da aplicação de um formulário de marcador de consumo alimentar. Utilizou-se peso e altura para calcular o índice de massa corporal (IMC), os quais foram classificados de acordo com os percentis de IMC previstos para idade. Classificou-se a circunferência abdominal como de baixo ou alto risco para desenvolver doenças cardiovasculares. Os resultados do questionário de frequência alimentar foram comparados às recomendações do Guia alimentar para a população brasileira. 26% dos estudantes apresentaram sobrepeso ou obesidade, sendo a maior frequência encontrada nas meninas. Além disso, 21,9% dos estudantes apresentaram valores de circunferência abdominal que denotavam alto risco para desenvolver doenças cardiovasculares. Quanto a analise alimentar, pode-se perceber o baixo consumo de frutas e verduras, sendo estas cruas ou cozidas, bem como o consumo regular de alimentos ricos em gorduras e açúcares simples, tais como: frituras, biscoitos, doces, embutidos e refrigerantes. O tipo de alimentação deste grupo teve relação positiva com a situação nutricional encontrada, já que foram frequentes os casos de excesso de peso e o consumo de alimentos altamente energéticos, além de pobre em nutrientes.
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