Última alteração: 2012-08-02
Resumo
Diversos trabalhos vêm sendo realizados objetivando comprovar a ocorrência da associação entre a anatomia e qualidade das forrageiras. Utilizando técnicas específicas como a microscopia eletrônica de varredura, é possível observar que a biota ruminal digere vários tipos de tecidos das forrageiras, sendo o tecido vascular lignificado um dos mais resistentes à digestão. Este trabalho teve como objetivo caracterizar anatomicamente a lâmina foliar de plantas de mororó na Zona da Mata Seca de Pernambuco e denominadas de P1, P2, P3, P4 E P5. Folhas totalmente expandidas foram coletadas de plantas em estádio vegetativo, levadas ao laboratório de anatomia vegetal e colocadas em FAA a 70%, posteriormente foram transferidas para tubos de silicones de 1mm e acondicionadas em sacos de nylon para incubação em fistulas ruminais de caprinos. A degradação a nível de rúmen ocorreu por um período de 48H, em seguida foram feitos as avaliações anatômicas nas folhas degradadas e nas não degradadas. Verificou-se em todas as plantas de mororó a presença de tecidos muito lignificados, a degradação foi mais acentuada no parênquima lacunoso, devido ao favorecimento dos aerênquimas nesta degradação dando acesso aos microrganismos, bem como aos estômatos, devido ao material incubado no rúmen está intacto. A degradação às 48h não foi suficiente para romper os tecidos foliares do mororó.