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A avaliação da leitura em língua estrangeira em provas de acesso
Última alteração: 2012-10-17
Resumo
Abordar a temática do vestibular ou provas de acesso é consequentemente debater sobre o exame que é a “porta de entrada” para o acesso ao ensino superior, uma vez que tal concurso torna-se o elo de passagem de um nível educacional para o outro. Neste sentido, o presente estudo buscou analisar as provas de compreensão leitora de espanhol como língua estrangeira em processos seletivos após a publicação de documentos governamentais (OCNEM, BRASIL, 2006) que sugerem a abordagem da leitura em uma perspectiva interpretativa e crítica (concepção sociocultural). Portanto, considerou-se que estas provas são importantes instrumentos que medem e aferem o conhecimento dos candidatos utilizando-se da habilidade leitora para traçar o diagnóstico/resultados destes alunos. Consequentemente, a confecção destes exames devem primar por uma teoria/concepção que a norteará, além de ser válida, precisa e confiável, pois terão impactos nos níveis de ensino que o antecedem (efeito retroativo). Assim, concebeu-se três eixos de investigação, compreendendo a leitura em uma perspectiva linguística, psicolinguística e sociocultural (ABREU, 2011;CASSANY, 2006). No entanto, a investigação revelou que as provas de acesso não concebem a leitura segundo uma abordagem interpretativa de um dado contexto sociohistórico da língua e ainda não convidam a reflexão crítica do texto posto em questão para o exame; apenas buscam aferir conhecimentos metalinguísticos do idioma. Deste modo, entende-se que apesar da relevância dos documentos governamentais recomendarem uma mudança teórico-metodológico quanto ao entendimento entre língua, sujeito e leitura; as provas investigadas ainda seguem uma perspectiva que não contribui para a formação de sujeitos críticos, plurais, cidadãos que uma universidade espera.
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