Última alteração: 2012-10-16
Resumo
Resumo: Nas ultimas décadas a busca por novos biomateriais para substituição e reparação óssea vem crescendo devido a grande quantidade de patologias que afetam a estrutura óssea e alto índice de acidentes automobilísticos envolvendo perda ou ruptura da massa óssea. Os cimentos de fosfato de cálcio têm sido muito utilizados como biomateriais por sua biocompatibilidade e resistência. A hidroxiapatita é um fosfato de cálcio hidratado presente na estrutura óssea cerca de 30 a 70%. Os biopolímeros são de grande interesse em biomateriais pela sua biodegradação e alguns deles possuem interação com células imunológicas. Galactomanana e quitosana são biopolímeros de extraídos respectivamente de leguminosas, tais como a Adenanthera Pavonina L., e da quitina de exoesqueleto de crustáceos. O objetivo desta pesquisa é preparar e caracterizar um biomaterial a partir de hidroxiapatita/biopolímeros. Foram preparadas biocerâmicas a partir da homogeneização da Hidroxiapatita à solução de Galactomanana e Hidroxiapatita á blenda polimérica Galactomanana/Quitosana em três proporções 9:1, 8:2 e 7:3 respectivamente. Após preparação as biocerâmicas foram analisadas quanto a Espectrometria de infravermelho, Difração de Raio X, Espectrometria no Infravermelho por reflectância total atenuada e Análise térmica (Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) e Termogravimetria (TG/DTG). Pelos resultados podemos concluir a partir do raio-x que o processo de sintetização da hidroxiapatita foi suficiente para a formação de somente de uma fase de hidroxiapatita, bem como, que a galactomanana assim como outros polímeros apresentam uma forma amorfa, os espectros no infravermelho mostram bandas típicas de Galactomanana, Hidroxiapatita e da blenda Galactomanana/Quitosana. Os resultados térmicos mostram que a Gal e a GalQ possuem estabilidade térmica em torno de 300ºC e que a adição de quitosana à galactomanana diminuiu a temperatura de degradação, assim também, a Hidroxiapatita fica mais estável a 500ºC.