Última alteração: 2012-10-18
Resumo
Este artigo pretende demonstrar que a plena imparcialidade análise de certas evidências e ou fatos textuais ou científicos é uma falácia. Ao se considerar que cada individuo possui pontos de vista fundamentados em sua tradição social, e que sua visão de mundo influencia explicita ou implicitamente, seus julgamentos o que se exibe por meio de suas modalizações lingüísticas. Parte-se da idéia de que a carga conceitual oriunda da sociedade, educação e costumes molda os condutos analíticos que determinaram os juízos de valor do indivíduo em conformidade com as malhas ou bitolas predefinidas por essa estrutura mental, a qual filtrará e modalizará as percepções que rodeiam o indivíduo. Então, discorre-se sobre como os esquemas lingüísticos, depois de interiorizados, passam a configurar os arbítrios mentais na concepção de juízos de valor. Decorrente dessas considerações, tecem-se alguns exemplos de como a linguagem pode modalizar tais arbítrios mentais e conclui-se com a inferência de que um mesmo fato vai ser interpretado diferentemente por indivíduos de marcas ideológicas diversas.
Palavras–chave: esquemas lingüísticos, imparcialidade de análise, modalização