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O SERTÃO POTIGUAR EM TEMPOS IDOS: RESSURGÊNCIAS PELA FOTOGRAFIA
Última alteração: 2012-08-21
Resumo
A imagem fotográfica desperta pulsões, numa experiência provocativa que aciona o campo mítico-fenomenológico – “decifra-me ou te devoro”. O texto fotográfico não constitui apenas um instante do “real”, é muito mais que um recorte congelado do tempo passado, em grande medida, a fotografia de tempos idos, semi artesanal, em p&b, como a estudada aqui, permite em sua análise e/ou apreciação, uma repercussão de emoções, desconstruções, outras leituras, num fenômeno que repercute na alma daqueles que se interessam por ela. Na compreensão da imagem se dispõem regimes de subjetivação vazados por códigos culturais, domínios da linguagem, símbolos, experiências estéticas, criação simbólica, valores, memórias, imaginários. Nesse sentido, desponta o estudo, o levantamento e a sistematização do acervo fotográfico deixado pelo fotógrafo autodidata: Enoque Pereira das Neves (1918-2002), que produziu formas visuais reveladoras de orientações culturais coletivas e universos fotográficos imaginários. Ele fotografou por meio século a vida cotidiana do sertanejo, em terras potiguares e paraibanas. A compreensão do imenso acervo, avaliado em mais de cinqüenta mil fotografias é profundamente representativo da predileção temática circunstanciada pela paisagem sertaneja. A pesquisa é transversalizada pelos seguintes objetivos: proponho um reconhecimento do acervo de Enoque Pereira das Neves no intuído de compreender o universo imaginário presente em sua obra fotográfica. Invisto também, na possibilidade de fazer a leitura do acervo enquanto álbum imaginário.
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