Última alteração: 2012-10-19
Resumo
Objetivou-se com este manuscrito analisar as estratégias que têm sido utilizadas pelo campus Estância do Instituto Federal de Sergipe no combate a evasão e a repetência nesta sua fase inicial de funcionamento. O referido campus surgiu em 2011 como consequência da primeira fase de expansão da educação profissional no Brasil promovida pelo Governo Federal, que tem como propósito à inclusão social de brasileiros residentes no interior do país, oferecendo-lhes uma formação profissional que entrelace cultura, trabalho, ciência e tecnologia. Foi utilizado como arcabouço teórico, principalmente, o conceito de Luckési acerca da democratização da educação e a partir deste foram feitas análises acerca do trabalho realizado e dos dados estatísticos encontrados no campus Estância acerca do acesso, da permanência e da qualidade do ensino. Relacionar a realidade pedagógica encontrada no campus com os conceitos de democratização da educação, com outros autores que defendem à qualidade em detrimento à quantidade e com a valorização do trabalho partindo do todo para as partes foi essencial na construção deste estudo. Foram ouvidos todos os envolvidos, seja por meio de entrevistas ou aplicação de questionários, uma amostragem composta por 100% dos gestores, 90% dos discentes, 70% dos servidores, além da observação e acompanhamento criteriosos acerca das ações desenvolvidas pelo campus em questão, as quais subsidiam o processo de aprendizagem dos seus estudantes. Diante deste estudo, fica evidente a presença de um trabalho pedagógico sério realizado pelo Campus Estância, que reflete em índices favoráveis, como 4,5% de evasão e 3,3% de reprovação, além de demonstrar que quase 90% dos seus discentes estão satisfeitos ou muito satisfeitos em estudar no IFS.