Última alteração: 2019-10-29
Resumo
Para que a população tenha acesso à água tratada conforme o padrão de potabilidade (Anexo XX da Portaria de Consolidação n°5), geralmente a água bruta deve primeiramente passar por uma Estação de Tratamento de Água. Nela, a água passa por vários processos e operações unitárias. Durante esses, são produzidos lodos de variadas composições que pode ser tóxico, apresentar grande quantidade de água e baixos teores de sólidos, dificultando seu manejo para transporte e disposição adequada. Foram realizadas as análises de Turbidez e Sólidos Suspensos Totais para caracterizar o lodo gerado no processo de descarga e na água de lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água Luzimangues, de acordo com os Boletins de Coleta de Dados Operacionais. Segundo estes, 100% dos valores diários de turbidez da água bruta ficaram abaixo de 30 uT. A concentração média de SST na descarga do FAP foi de 380 mg/L e Turbidez de 399 uT. A concentração média do SST na água de lavagem dos FAP e FRD foram de 192 mg/L e 90,3 mg/L. A concentração média de Turbidez na água de lavagem dos FAP e FRD foram de 126 uT e 54,8 uT. A produção crítica diária de massa seca foi 0,008 t/dia e produção anual foi de 1,7 t/ano. A análise dos Boletins mostrraram que a água bruta de entrada no sistema possui uma boa qualidade e aliada a vazão de operação da ETA faz que com a produção de massa seca de lodo seja relativamente pequena.
Palavras–chave: estação de tratamento de água, lodo, massa seca, saneamento