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O EXERCÍCIO DA PROFESSORALIDADE NO AMBIENTE PRISIONAL
Última alteração: 2019-11-05
Resumo
O objetivo desta pesquisa foi narrar como professoras exercem sua prática pedagógica e como se dá o processo de ensino e aprendizagem na Unidade Prisional Feminina (UPF) de Pedro Afonso/TO. Está investigação amparou-se no método proposto pela história oral temática, caracterizada pelo estudo de um movimento em comum vivido por um determinado grupo. A pesquisa de campo consistiu no acolhimento das memórias e narrativas das professoras por meio de entrevistas individuais. Para consecução do roteiro semiestruturado de perguntas, vários fatores foram considerados, tais como: a forma de admissão das professoras, as técnicas e/ou práticas pedagógicas desenvolvidas e as possíveis contribuições oriundas da educação para a ressocialização das alunas. Em suas narrativas, as participantes falam em eco ao afirmarem que as profissionais que atuam no presídio priorizam, em sala de aula, o ser humano e suas especificidades, pois a educação ofertada transcende o mero repasse de conhecimentos. Os resultados sugerem que ainda há muito por fazer em prol da disseminação e fortalecimento da educação em prisões, tanto do país como do estado, porém, necessário se faz reconhecer o trabalho exemplar que quatro professoras, sem capacitação específica e sem materiais didáticos suficientes, fazem para a construção do processo de reinserção social de suas alunas que espelham na educação, não somente a elevação do nível de escolaridade, mas também uma chance de alcançar uma vida mais digna em uma sociedade excludente
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