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A REESTRUTURAÇÃO DA PRODUÇÃO NO CAPITALISMO E A FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO
Última alteração: 2015-10-08
Resumo
Os contextos histórico, econômico e cultural do pós-Segunda Guerra Mundial proporcionaram as condições básicas para a implementação da organização fordista do trabalho, assim como possibilitou o surgimento de análises teóricas sobre este modo de organização. O padrão fordista de rotinização e racionalização dos custos com a força de trabalho favoreceu a separação entre os que pensavam a produção e os que a executavam, divisão típica e tradicional do processo taylorista de organização do trabalho. A crise do fordismo abriu campo para a implantação de novos métodos de gestão da força de trabalho, através da intensificação do controle do trabalho, bem como por meio de novas formas de regulação internacional. Partindo-se dessas premissas é que a pesquisa detém como problema central: é possível identificar as novas formas de produção e organização do trabalho no período pós-fordista? Como problema conexo tem-se também a seguinte questão a ser investigada: quais seriam as características dessas reações de trabalho contemporâneas? Nesse sentido, o objetivo geral definido foi identificar as características essenciais das relações de trabalho na contemporaneidade. Para alcançar tal desiderato, foi utilizada uma pesquisa qualitativa, com método dedutivo e com técnica de pesquisa documental, onde foram consultados livros, artigos científicos, legislação e jurisprudência disponíveis em meio físico e eletrônico. Ao final, concluiu-se que as relações empregatícias que no período fordista eram marcadas pela rigidez, formalidade, estabilidade paulatinamente foram sendo substituídas por subcontratações ou trabalhadores temporários. O aumento significativo dos processos de subcontratação e terceirização potencializam a insegurança no emprego uma vez que as relações formais e estáveis de trabalho estavam sendo retiradas, dando espaço a novas formas heterogêneas e diversificadas.
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