Última alteração: 2015-10-14
Resumo
As conquistas tecnológicas relacionadas à evolução do setor agrícola são dependentes de alguma forma de energia, dentre elas, podemos destacar a energia elétrica que tem alto custo e os derivados de petróleo, que estão se esgotando com o passar dos anos, gerando oscilações de preço, insegurança quanto ao fornecimento futuro além de serem altamente poluentes. O Brasil já apresenta tradição no uso de fontes renováveis de energia, destacando-se a energia hidroelétrica que é responsável por mais de 80% de toda eletricidade consumida no país, seguida pelo etanol, um derivado da cana-de-açúcar que pode ser utilizado puro ou misturado a gasolina (derivado do petróleo) para substituí-la. Apesar de termos esta tradição e de já estarmos utilizando algumas fontes renováveis de energia, ainda temos outras fontes com potencial que são pouco exploradas, tais como, a energia solar, energia eólica e a biomassa. Por se tratar de um país tropical, o Brasil, apresenta um enorme potencial para produção de biomassa vegetal, além de produzir resíduos industriais e dejetos gerados pela atividade agroindustrial e agropecuária. O estado do Tocantins destaca-se pela produção gerada pela agropecuária, porém, com o aumento da demanda e consequentemente o aumento da produção, a geração de esterco, seja ele de bovinos, suínos, aves ou de qualquer outro tipo de animal vem se tornando um sério problema ambiental. A eficiência dos sistemas de cogeração de energia elétrica varia em função da composição do biogás e do equipamento utilizado para conversão, podendo chegar a 38%, que equivale a 2,0 a 2,5 kWh por m³ de biogás. Este trabalho tem por objetivo avaliar a viabilidade da produção de energia elétrica a partir do biogás gerado por dejetos da bovinocultura leiteira, utilizando-se um motor de combustão interna convertido para o biogás e acoplado a um gerador elétrico.