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A DIALÉTICA DA FRONTEIRA: a dinâmica entre comunidades tradicionais e a expansão da modernidade na microrregião de Dianópolis (TO)
Última alteração: 2017-09-27
Resumo
Este estudo objetivou refletir acerca da dialética das contradições espaciais recriadas a partir do encontro de práticas/racionalidades modernizantes – sobretudo aquelas decorrentes do avanço da fronteira agrícola- e práticas/racionalidades tradicionais no espaço agrário da microrregião de Dianópolis. Alguns pesquisadores, como Fornaro (2012) apontam a substituição da pecuária pela monocultura de soja atualmente no Tocantins. Dentre as principais microrregiões produtoras de soja está a microrregião de Dianópolis. Contudo ao mesmo tempo que a monocultura de soja avança, a microrregião de Dianópolis possui 57.388 ha ocupados por comunidades remanescentes de quilombola, daí se depreende um encontro entre formas de ser e de produzir modernas e formas de ser e produzir tradicionais. Para realizarmos esta pesquisa utilizamos alguns procedimentos metodológicos, como: a) revisão bibliográfica; b) levantamento de dados quantitativos e c) pesquisa direta nas comunidades de remanescentes de quilombo do Baião e de Poço D’Anta. Por fim, percebemos que a microrregião de Dianópolis passa por um importante processo de urbanização enquanto expressão espacial da modernização e que a dialética modernidade-tradicional tem engendrado transformações no modo de vida quilombola, que longe de apontarem sua extinção apontam para uma dialética da resistência do tradicional frente ao moderno.
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