Última alteração: 2020-03-18
Resumo
Este trabalho surge a partir da implementação da lei 10.639/03 que inseriu o ensino de cultura Afro-Brasileira e Africana no currículo escolar. Investiga o uso do cabelo afro nos espaços do IFTO-Câmpus Araguaína. Do ponto de vista metodológico, procedemos da seguinte maneira: aplicamos questionário semi-estruturado com 5 (cinco) perguntas relacionadas ao cabelo. Com os dados gerados, passamos a análise, mobilizando alguns teóricos que discutem racismo no Brasil: Gomes (2011), Martins (1999), Hasenbalg (1984) e Carneiro (2003). A pesquisa aconteceu no IFTO-Câmpus Araguaína com estudantes do curso de Ensino Médio e Análises Clínicas. Os resultados dão pistas de ser o cabelo crespo símbolo de resistência de estudantes negros no Câmpus, ensaiando passos que podem levar à romper com a estética eurocêntrica predominantemente branca.