Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

Tamanho da fonte: 
As identidades de Bush: análise discursiva dos processos de formações de identidades e representações ideológicas no livro “Cartas da Zona de Guerra” de Michael Moore
Daniel Marra

Última alteração: 2012-07-24

Resumo


Esta reflexão tem como objetivo buscar a(s) identidade(s) psicossocial(is) de Bush construída pelos soldados estadunidenses em cartas reunidas no livro Cartas da Zona de Guerra do cineasta Michael Moore. Para tanto, serão observados: (i) os processos discursivos utilizados, (ii) os itens lexicais através de seus aspectos valorativos, (iii) a posição enunciativa dos sujeitos enunciadores, através da mobilização de conceitos da ADF, marco teórico desse estudo. Das cinco cartas que compõem nosso corpus, retiramos trinta fragmentos cuja temática é a questão identitária de Bush. Agrupamos esses fragmentos em cinco unidades de famílias parafrásticas, nomeadas relativamente às temáticas: (I) “Bush mentiu”; (II) “Mandou homens e mulheres para morrer por sua causa”; (III) “Essa guerra foi iniciada pelos poucos que lucrariam com ela”; (IV) “O babaca que está na Casa Branca”; (V) “Utilizando políticas sujas para amedrontar e trapacear”. O exercício analítico permitiu observar o funcionamento dos processos parafrásticos, ou seja, os enunciados caracterizadores do sujeito empírico Bush foram produzidos em diferentes formas, por diferentes sujeitos, porém mantendo um frequente retorno ao mesmo espaço do dizer. Em conclusão, podemos dizer que o discurso hegemônico é aquele que se constrói como parafrástico. Assim, a identidade psicossocial que emergiu das famílias parafrásticas analisadas mostra um ethos negativo de Bush, tecido por palavras depreciativas, com um posicionamento ideológico desvelador dos temas obscuros da guerra no Iraque.

Texto completo: PDF