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Concepção Docente e Abordagens Didático-Metodológicas do tema Sexualidade nas Escolas de Vitória de Santo Antão – PE
Última alteração: 2012-08-20
Resumo
Normalmente a sexualidade é lembrada de forma orgânica, procurando na figura do professor de Biologia uma maneira de resolver situações referentes a esse tema. No enfoque desta pesquisa, será tomado como conceito de sexualidade tudo que traz uma sensação de prazer ao indivíduo. A proposta dos PCNs coloca a sexualidade como tema transversal, amenizando a visão segmentária que se tem do saber e do ser humano; no entanto, é provável que haja um recuo dos educadores das diversas áreas do conhecimento quando se fala de sexualidade com justificativas diversas. Como ação norteadora deste projeto, buscamos compreender através de entrevistas como o tema sexualidade é trabalhado na educação de Vitória de Santo Antão. Nossa amostragem constituiu-se de 8 escolas, sendo 05 Pública, sendo deixado três instrumentos de pesquisa em cada, um destes destinado a professores de biologia e os outros dois a professores de outras áreas. Dos 24 questionários entregues, recebemos 14. Caracterizamos o perfil dos professores com perguntas objetivas, e as respostas discursivas categorizamos a posteriori para uma análise do conteúdo, baseada nas orientações de Bardin (2004). Identificamos que 64,2% dos professores pesquisados limitam o tema ao aspecto biológico, pouco enfatizando aspectos psicossociais. Um grupo de 35,6% limita à escola, outros 35,6% consideram qualquer local como ambientes propícios para se trabalhar o tema. A principal metodologia utilizada pelos professores na discussão do tema sexualidade ainda é os diálogos, mesmo que dividam opiniões sobre a pertinência ou não de se trabalhar o tema sexualidade em suas disciplinas. Observamos que 42,9% afirmam maior participação dos alunos quando o tema é sexualidade, o que amplia a responsabilidade daqueles em possibilitar momentos de discussão desse tema, onde poucos professores discutem a temática no agir (comportamento) (28,6%) quando comparados aos que insistem em trabalhar sexualidade restrita ao biológico (71,4%).
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