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Idosos do Município de Crato, Ceará: Análise do Censo demográfico e Prevalência de Hipertensos e Diabéticos cadastrados no sistema HiperDia do DataSus ano 2011
Última alteração: 2012-08-28
Resumo
Durante décadas, a expectativa de vida do ser humano vem aumentando. O envelhecimento da população consequentemente aumenta o números de idosos. Com este processo de envelhecimento pessoas idosas poderão ser acometidas por doenças e agravos crônicos não transmissíveis (DANT). Visando acompanhar as comorbidades e reduzir as morbimortalidades relacionados as DANT, em especial a Hipertensão e a Diabetes Mellitus, o Ministério da Saúde no ano de 2002 implantou o Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão e ao Diabetes Mellitus. Através desse plano foi criado o Sistema HiperDia, que cvisa gerar informações sobre dados relacionados a hipertensão e diabetes possibilitando a adoção de políticas públicas. Teve-se como objetivo analisar os dados sociodemográficos e as informações disponíveis no IBGE e sistema HiperDia sobre os Idosos residentes na cidade de Crato, CE. Os dados analisados foram retirados das Informações Demográficas e Socioeconômicas da População Brasileira cadernos 24, 25, 26, 27 e 28, do Censo 2010 e do HiperDia disponível no DATASUS. Segundo as informações sociodemográficas apresentados pelo IBGE (2011), a cidade de Crato tem uma população estimada de 13.360 (11% da população total). Considerando os dados do sistema HiperDia tem-se cadastrados apenas 360 idosos com Hipertensão e/ou Diabetes, correspondendo a 2,7% da população de idosos e 63 com Hipertensão e/ou diabetes associados a obesidade (0,47% da população). O envelhecimento populacional, a diminuição da natalidade/fecundidade e o aumento da população idosa é fato identificado no presente estudo. A situação da cidade de Crato, CE, encontra-se satisfatória, pois difere das tendências apresentadas pelo IBGE no último PNAD, quanto ao número de idosos que declararam sofrer de Hipertensão e/ou Diabetes. Sugere-se que haja uma maior fiscalização dos órgãos competentes quanto a atualização sistemática desses dados, para que assim possa fazer análises mais precisas e fidedignas quanto a real situação de idosos nos aspectos relacionados a saúde/doenças.
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