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AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE TRATAMENTO PRÉVIO NA ACEITAÇÃO DA APARÊNCIA E DO SABOR DE CASCA DE MELANCIA DESIDRATADA OSMOTICAMENTE
Última alteração: 2012-10-16
Resumo
O Brasil é um grande produtor de frutas, sendo o quarto na produção de melancia. No entanto, não ocorre uma utilização integral da fruta. De um modo geral a melancia produz muitos resíduos. Uma forma de minimizar esse desperdício é a transformação em novas opções de produtos alimentícios. O objetivo deste trabalho foi analisar o aproveitamento das cascas de melancia através de desidratação osmótica seguida de secagem, verificando se há a necessidade de realização de tratamento prévio para redução da rigidez. Foi aplicado um teste sensorial de aceitação utilizando-se a escala hedônica de nove pontos: 1=desgostei muitíssimo; 5=nem gostei nem desgostei; 9=gostei muitíssimo. Avaliou-se a aparência e o sabor de quatro amostras de cascas de melancia desidratadas osmoticamente, submetidas a diferentes tratamentos térmicos. Após resfriamento, as amostras foram submetidas à desidratação osmótica e cristalização. Os dados foram compilados em histogramas de frequência e avaliados através de Análise de Variância e teste de médias de Tukey (p≤0,05). Em relação à aceitação da aparência, a amostra CDML3 (fervida durante 15 minutos em panela convencional) foi a que apresentou melhor aceitação da aparência, no entanto, não houve diferença significativa entre as quatro amostras. Enquanto, para o sabor, a amostra CDML4 ( submetida à fervura 2 vezes durante 15 minutos em panela convencional) obteve maior média de aceitação (5,63) sem diferir das demais amostras. Portanto, as cascas de melancia desidratadas osmoticamente apresentaram boa aceitação da aparência e do sabor. Contudo, a aplicação de tratamento térmico previamente à desidratação osmótica não influencia na aceitação da aparência e do sabor.
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