Última alteração: 2013-04-05
Resumo
O camu-camu (Myrciaria dubia (H.B.K) McVaugh) é uma frutífera nativa das várzeas e rios da amazônia. Seus frutos compõem a dieta alimentar de animais (peixes) e da população ribeirinha, que os utiliza na fabricação de sucos, doces, vinhos, coquetéis, licores e geléias. Há décadas desperta interesse na indústria nacional e internacional, devido ao elevado conteúdo de ácido ascórbico, precursor de vitamina C (2.800 mg de ácido ascórbico/100mg de polpa). As sementes de camu-camu são classificadas como recalcitrantes, não tolerando dessecamento e umidade abaixo de 20%. A germinação e o desenvolvimento inicial de sementes de camu-camu estão relacionados com o conteúdo de reserva nutritiva no endosperma. O conhecimento da fisiologia da germinação da espécie é imprescindível para o estabelecimento de plantios comerciais (novos mercados consumidores). Este estudo determinou a massa e percentagem parcial de germinação em sementes de camu-camu estocadas em codições naturais, ao longo de 30 (T1), 60 (T2), e 120 (T3) dias. As sementes foram coletadas em 25/02/2012, em região de várzea, nas margens do Rio Maués-Açú, Maués-AM. Os resultados parciais demonstraram que o armazenamento das sementes de camu-camu, influencia de forma negativa no processo germinativo, seja pela perda de água ou pelo menor estoque de nutriente do endosperma das sementes. O início da germinação em sementes estocadas por 30 dias, deu-se após 39 dias de plantio, atingindo um valor parcial de germinação igual a 30%. Por outro lado, sementes armazenadas por 60 dias apresentaram um índice de germinação inferior (13%) e ínicio de germinação após 70 dias de plantio. O tratamento realizado após 120 dias não apresentou sementes germinadas até a data final de coleta dos dados (31/07/2012). A massa média das sementes ao longo dos experimentos foi diminuindo: T1 (0,67g), T2 (0,51g) e T3 (0,45g).