Última alteração: 2012-09-10
Resumo
A utilização de recursos terapêuticos das plantas começou através do consumo de chás, que eram utilizados normalmente em rituais sagrados. Hoje em dia a utilização de plantas como fonte de cura é conhecido por fitoterapia. Na busca por novos medicamentos, tem-se aproveitado a biodiversidade vegetal do nordeste. A casca da aroeira é muito rica em tanino e outras substâncias fenólicas, contendo também como princípio ativo, flavonoides, taninos e seus percussores. O objetivo do presente trabalho foi preparar extratos etanólico, e avaliar a capacidade de sequestrar radicais livres. Um dos métodos utilizados para determinar a atividade antioxidante desses compostos consiste em avaliar a atividade sequestradora do radical DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazila). Todos os solventes e reagentes utilizados foram analiticamente puros, as medidas de absorção foram realizadas em espectrofotômetro digital. As cascas da aroeira foram coletadas no município de Baturité-CE. Após coleta foi colocada em estufa a 105 ºC, em seguida, pulverizada, peneirada e armazenada à temperatura ambiente, em recipiente hermeticamente fechado até utilização. Para obtenção do extrato etanólico, o pó da casca da aroeira foi submetido à extração com etanol 96% à temperatura ambiente, por sete dias. O extrato foi dissolvido em metanol absoluto e foram feitas diluições seriadas, todas em triplicata. As leituras no espectrofotômetro foram realizadas em 515 nm. A partir dos valores obtidos foram realizadas médias para obter-se o índice de varredura. Um gráfico de regressão linear foi produzido e calculado o EC50. O extrato de aroeira apresentou uma EC50 de 0,789 ± 0,004. Por meio dos resultados, obtidos, observa-se que o extrato etanólico da casca da aroeira apresentou satisfatória capacidade de sequestrar radicais livres. Entretanto, estudos posteriores serão feitos no intuito de confirmar essa ação utilizando outros radicais livres.