Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, VII CONNEPI - Congresso Norte Nordeste de Pesquisa e Inovação

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A IMPORTÂNCIA DA REPRESENTAÇÃO DOS CONCEITOS DE ESPAÇO E PAISAGEM NA OBRA OS CANHÕES DO SILÊNCIO, DE JOSÉ CHAGAS, COMO CONDIÇÃO DE POSSIBILIDADE PARA UMA CULTURA MEMORIALÍSTA.
Arianny D'arc Campelo Ferreira, Viviane de Jesus Farias Ribeiro, Natália Regina Rocha Serpa

Última alteração: 2012-09-04

Resumo


   O mundo vive hoje a tão falada globalização, fenômeno este que permite ao homem quebrar barreiras tanto no âmbito ideológico como no âmbito social. Neste contexto o “mundo do trabalho”, no qual nossos educandos buscam ingressar, procura por profissionais que consigam raciocinar de forma integrada, interdisciplinar, até porque a proposta curricular do Instituto Federal do Maranhão é trabalhar um currículo integrado, ou seja, um currículo onde o estudante consiga ao final do curso ser um profissional que domine conhecimentos da área específica, consiga pensar o seu labore e relacioná-lo ao mundo que o cerca. Portanto, pensar a construção do discurso ficcional e os possíveis diálogos estabelecidos entre os vários fatores que compõem o meio, sejam eles fatores naturais (vegetação, solos, precipitação pluviométrica etc) ou humanos (desenvolvimento tecnológico, produção em escala global, consumismo e assim por diante), é inevitavelmente pensar as relações, que provocam mudanças significativas na paisagem, permitindo diferentes interpretações do espaço. O poema Os Canhões do Silêncio, de José Chagas é uma obra de ressonâncias barrocas que nos apresenta uma imagem multifacetada da ilha de São Luis, mais especificamente dos bairros Centro Histórico e Desterro. A proposta da pesquisa é desconstruir e reconstruir a partir da leitura da obra, as paisagens e os espaços descritos dentro do poema pelo autor. Na obra de José Chagas, as paisagens podem ser consideradas um elemento constitutivo da própria narrativa, ou seja, as paisagens assumem papel de personagem. É por meio delas que são expressos os sentimentos de amor, ódio, apego ao local ou desejo de mudança. É a paisagem da antiga São Luís que fundamenta o paradoxo dos canhões e do silêncio, sendo que os Canhões representam a vontade de lutar, que um dia permeou o imaginário coletivo dos moradores do bairro do Desterro. Em contra partida o silêncio representa a decadência que hoje o bairro vive.

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