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O Amado Negro no A TARDE Cultural
Última alteração: 2012-10-02
Resumo
O presente artigo faz parte de um dos trabalhos do grupo de pesquisa Linguagem e Representação, do Instituto Federal da Bahia – Campus Salvador, que recorta uma das abordagens do projeto Escrituras Negras no Caderno Cultural do jornal A TARDE, pesquisa de caráter sócio-educativo, responsável pela recuperação de materiais impressos para o meio digital, do A TARDE Cultural, periódico baiano que se destacou pela veiculação de conteúdos sobre africanidade, no estado. Aqui, em homenagem e comemoração pelo ano do centenário de Jorge Amado, faz-se um filtro de seus trabalhos presentes no referido caderno de publicações, extinto desde 2006, e que contém um histórico de mais de vinte anos de trabalhos que, além de veicularem conteúdos importantes para o crescimento cultural do leitor, tinham uma grande preocupação com as relações étnicas não só na Bahia, mas em um nível global, sempre reconhecendo o movimento de interação entre a “capital negra”, com os afrodescendentes espalhados no mundo. E Jorge Amado não ficou fora deste movimento, tendo uma série de textos que revelavam o seu domínio com o tema da afrodescendência na cultura baiana. Essa propriedade ao lidar com temáticas afrobrasileiras, o escritor obteve durante a sua trajetória, sendo, inclusive, iniciado no Candomblé como um Obá de Xangô, título de honra que conseguiu no Ilê Axé Opó Afonjá. A experiência de vida também o fez apresentar, na Assembleia Constituinte de 1946, no papel de deputado federal, um projeto de lei contra a intolerância religiosa, garantindo a liberdade de manifestações das religiões de matriz africana, que posteriormente seria aprovado pelo governo. A todo o momento, vale ressaltar, o referido autor reverbera, em sua obra, a discussão acerca dos estigmas sociais causados pelo racismo e ignorância de grande parte da população, quanto a aspectos inerentes à africanidade, que se refletem em todas as áreas sociais.
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