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DE ALGUMA MANEIRA É PRECISO MORAR: AS RELAÇÕES DO HOMEM COM A NATUREZA EM AMBIENTES DE RISCO
Última alteração: 2012-10-16
Resumo
O processo de expansão da cidade de João Pessoa (PB), a exemplo do que ocorre em várias cidades brasileiras, apresenta de forma desordenada e caótica. Cresce o número de ocupações nos espaços impróprios para a construção de moradia, acelerando a degradação ambiental, tornando novas áreas vulneráveis a diversos riscos ambientais. Objetivo da pesquisa foi realizar uma leitura espacial das áreas susceptíveis a eventos extremos de tempo, na cidade de João Pessoa (PB) e na favela São José. Os procedimentos metodológicos ao longo da pesquisa foram: levantamento do material bibliográfico e cartográfico, leitura e interpretação de fotografias áreas em escala 1:6.000 do ano de 1976, 1:8.000 do ano de 1998, ortofotocartas em escala 1:2.000 do ano de 2000, planta baixa da favela escala 1:5.000 e trabalho de campo. Na favela São José, bem como na cidade de João Pessoa, os espaços considerados áreas de riscos são aqueles localizados ao longo dos vales dos rios Jaguaribe, Cuiá, Timbó e Sanhauá e de seus afluentes inseridos na malha urbana da cidade, nas faixas de domínio de redes de alta tensão, em terrenos acidentados, morros e encostas de barreiras sujeitas a deslizamentos. Faz-se necessário a implementação de serviços de fiscalização do uso do solo em locais inadequados, por parte dos órgãos públicos competentes, para contenção da expansão urbana sobre os locais com alta susceptibilidade às inundações e deslizamentos, evitando o surgimento de novos adensamentos populacionais em condições de risco a eventos extremos de tempo, expostos ao perigo eminente.
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